Um aluno da Universidade de Aveiro desenvolveu um controlador que permite poupar energia elétrica em casa. Com 21 anos, David Breda já captou a atenção de uma grande empresa chinesa com este novo aparelho, criado a título pessoal durante o mestrado em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações.
Os equipamentos fotovoltaicos existentes hoje em dia não vão totalmente ao encontro dos interesses do consumidor porque exigem grandes investimentos financeiros e também desperdiçam energia.
Há dois tipos de inversores: os que não estão ligados à rede de distribuição pública ('off-grid'), mas que exigem custos dispendiosos, dada a potência necessária para uma casa; e os que estão ligados à rede de distribuição pública ('on-grid'), capazes de se sincronizar com a rede elétrica e de injetar, nessa mesma rede, a energia proveniente dos painéis solares, mas que exigem uma autorização e um projeto de mini ou micro-geração, cujos valores rondam os 20.000 euros.
O mesmo permite que a energia produzida por um painel fotovoltaico, instalado na habitação, seja usado nas necessidades domésticas, recorrendo à energia da rede externa apenas quando é estritamente necessário. O jovem garante que a poupança pode ir até aos 99% do valor da fatura.
O estudante português optou por utilizar inversores 'on-grid' no seu sistema, acompanhados de um controlador de corrente por 'feedback'. Ou seja, o controlador garante que a energia produzida é completamente absorvida pela habitação, sem nunca sair para a rede, o que permite um investimento mínimo com lucro permanente, pois só se utiliza a energia da rede elétrica quando os painéis solares não têm capacidade para debitar a energia requerida.
No caso de um sistema solar de 1.000 watts, por exemplo, se for ligado um secador que gaste 1. 200 watts, 1.000 provêm do solar e apenas 200 vêm da rede. O controlador pode ser ligado em vários módulos, por forma a que se tente cobrir toda a energia consumida, até uma poupança limite de cerca de 99% na fatura da eletricidade.
Os resultados já despertaram o interesse de uma grande empresa chinesa, produtora de inversores, que viram no trabalho do jovem português uma boa aposta para poupança energética doméstica. Fonte: Boas Noticias.
