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28 de novembro de 2018

Café produzido na Chapada Diamantina vira case de sucesso internacional


Irecê - O café produzido na Chapada Diamantina, região localizada no centro da Bahia, já virou case de sucesso em vários eventos, festivais e concursos nacionais e internacionais. É tão apreciado, que é exportado para o vaticano e já virou o café oficial do Papa Francisco.

Entre os vários prêmios recebidos este ano, está o Cup Of Excellence 2018, um concurso para avaliar cafés especiais. Entre os 37 premiados na categoria “Pulped Naturals”, de cerejas úmidas despolpadas ou descascadas, 46% saíram de cafezais da Chapada. No total, 17 produtores de Piatã e um de Barra do Choça estão na lista dos melhores cafés do mundo. Com o café reconhecido, em vários concursos, nacionais e internacionais, a Chapada Diamantina, além de destino turístico, passa a ser uma região disputada entre os amantes do café gourmet

O Cup of Excellence é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Alliance for Coffee Excellence (ACE) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Durante as etapas do concurso, 29 juízes de dez países diferentes avaliaram mais de mil lotes de cafés especiais da safra 2018. Os vencedores foram escolhidos entre os 300 selecionados para a etapa final.

Nesse contexto de produção do café diferenciado e que hoje já está sendo exportado para vários países, o Sebrae tem realizado um trabalho importante com os pequenos agricultores e associações da região. Além das ações de capacitação dos cafeicultores da Chapada, a instituição está viabilizando missões com participação dos agricultores em feiras em outros estados e até países, consultorias voltadas para a qualidade do café, eventos realizados para apresentar o produto em outras cidades e ações para obter a Indicação Geográfica (IG), selo de qualidade que garante a procedência do café e suas características de produção.

Os grãos colhidos nos morros da Chapada Diamantina produzem cafés com características peculiares e se tornaram muito conhecidos pela sua qualidade e sabores especiais. Essas características advindas de fatores geográficos e de manejo tradicional, gerando um produto diferenciado, são alguns dos elementos que credenciam o café da chapada para pleitear um registro de Indicação Geográfica.

Para Luciano Seixas Ivo, consultor do Sebrae e especialista em Inovação e IG, além de reconhecer oficialmente a região que produz cafés especiais, o selo de qualidade será um registro que poderá agregar ainda mais valor ao produto. “O café cultivado na Chapada Diamantina se destaca dentre vários que são produzidos em regiões tradicionais. Encaminharemos para o registro das IG no INPI em um futuro próximo”, explica.

Renato Rodrigues Alves da Chácara Vista Alegre em Piatã é diretor comercial da Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã) e um dos produtores que ganharam prêmio nesta edição do Cup of Excellence 2018. Para ele, a associação tem um papel fundamental nesta conquista. “O desafio de montar a nova cara da associação é grande, mas já vemos resultados muito positivos nesta gestão que busca o melhor para os 50 produtores que são associados. O Sebrae é nosso parceiro e tem dado um suporte importante tanto com consultorias especializadas, quanto na busca da Indicação Geográfica”, ressalta.

O produtor ressalta também que, com a premiação, o café fica valorizado e o produtor feliz com o reconhecimento. “Nosso café já é reconhecido pela qualidade e isso nos motiva a buscar sempre o melhor. Para se ter uma ideia, o café premiado chega a ser vendido em leilão, por um valor que chega a 500% a mais, do que o valor de mercado. Isso é prova do reconhecimento e da qualidade do café que é plantado na Chapada. O Sebrae vem sendo parceiro em tudo isso que está acontecendo de bom”, explica. Para ele, a Indicação Geográfica seria um fator fundamental para comprovar a origem do café da Chapada, inclusive o de Piatã, onde os fatores como clima e altitude garantem notas sensoriais ao café, que não são encontradas em nenhum outro lugar do País.

Márcia Souza, gestora de projetos do Sebrae em Seabra, ressalta a importância das premiações e do esforço dos produtores que buscam avançar e participar cada vez mais das consultorias de qualidade e missões realizadas pela instituição. “Os produtores da Chapada estão buscando cada vez mais um diferencial, para produzir um café realmente de excelência. Além do projeto de estruturação da IG, o Sebrae disponibiliza consultorias especializadas, missões e soluções de inovação”, explica.

Destaque para as produtoras

No início de novembro, um grupo de produtoras da Chapada Diamantina visitou a Semana Internacional do Café, que aconteceu em Belo Horizonte, entre os dias 7 e 9, e participou do concurso Florada Premiada realizado pelo Grupo 3 corações, empresa tradicional no ramo de cafés, em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais(BSCA). No total, 650 mulheres produtoras de café de todo Brasil se inscreveram, e as grandes vencedoras foram da Chapada Diamantina.

Na categoria Via Úmida, onde o café é descascado e despolpado, os três primeiros lugares foram da cidade de Piatã. O 1º lugar foi para Creusa Santana, o 2º lugar para Patrícia Rigno, e a 3ª colocação saiu para Deuseni de Oliveira. Já na categoria Via Seca, onde o café é seco naturalmente, a grande campeã foi Tainã Bittencourt, do café Chácara Vista alegre, que também levou o prêmio de melhor café por região, obtendo a maior pontuação de todas as categorias, com 91.27 pontos, e representando a Chapada Diamantina.

O concurso Flora Premiada distribuiu R$ 25 mil para o primeiro lugar, R$ 15 mil para o segundo e R$ 10 mil para o terceiro, além de comprar todo o lote da produtora pelo dobro do preço do mercado. O prêmio foi criado especialmente para as mulheres produtoras e visa reconhecer o trabalho árduo e de excelência que elas fazem no plantio e na colheita de cafés especiais.

O gerente regional do Sebrae em Irecê, Edirlan Souza, destaca a importância do prêmio e também da participação da produtora em ações de qualificação. “Os prêmios valorizam o trabalho diário, que é feito com muito amor pelos produtores da Chapada Diamantina. É uma luta compartilhada em família, onde as mulheres são protagonista do sucesso da colheita, feita com muita delicadeza e esmero. O Sebrae tem o maior orgulho em ser parceiro desse segmento que está ganhando mercado e chegando aos melhores estabelecimentos do mundo”, comemora.

Agência Sebrae de Notícias Bahia

20 de setembro de 2018

Empresária de Irecê se firma no mercado com picolés goumert


Irecê - “Percebi um nicho de mercado e corri atrás do meu sonho”. As palavras são da proprietária da empresa Olívia Palito, Katarina Fernandes. Profissional da área da saúde, ela resolveu seguir pelo caminho do empreendedorismo. “Depois de muito planejamento e busca pelo novo, decidi arriscar e abrir uma fábrica de paletas mexicanas em Irecê”, diz.

No início Katarina, trabalhava como fonoaudióloga em clínicas e hospitais, e conciliava o trabalho com as obrigações da empresa. “Fui comprar as máquinas e financiei em várias parcelas. Quando voltei, me lembro que tinha agenda em várias clinicas para atender”, explica. Mas a paixão pelo empreendedorismo falou mais alto, e, aos poucos, a empresária foi deixando o trabalho na área de saúde, para se dedicar integralmente à fábrica de picolés


“Com o tempo, fui percebendo que não conseguiria assumir essas duas responsabilidades. Comecei com três freezers de picolé, incluindo o que coloquei na padaria do meu pai, e hoje distribuo o meu produto com 41 freezers, em cidades como Irecê, Morro do Chapéu, Canarana, Gentio do Ouro, Iraquara e Xique-Xique”, conta. Ela lembra que começou com menos de mil paletas por semana e hoje já entrega cerca de seis mil. O “Sebrae foi meu parceiro desde o início, e está inclusive me ajudando a registrar a minha marca”, ressalta.”

Conhecimento

Antes mesmo de abrir a empresa, Katarina procurou o Sebrae. “Desde o início tive esse apoio que me ajudou em muitas escolhas. Durante esses dois anos de empresa o Sebrae sempre me orientou e foi parceiro”, aponta.

Além da consultoria do Sebraetec, Katarina já fez cursos sobre gestão financeira, atendimento, planejamento, estoque, e participou de missões e feiras nacionais e internacionais, com o apoio da instituição. “Faço vários cursos e sempre que tem feira eu participo. É um momento importante de aprendizado onde posso acompanhar o que tem de novo no mercado”, diz.

Expansão

Com dois anos de empresa, a Olívia Palito já se firmou no mercado, e a empresária já pensa em expandir o leque de produtos e adquirir um ponto próprio. “Tivemos muitos acertos durante esse período. O produto é bem aceito, pois utilizo as melhores matérias-primas, compramos um caminhão refrigerado para entrega e agora o próximo passo é abrir um ponto próprio e investir em uma linha fit. Estou planejando e organizando as coisas ainda, mas tenho certeza que poderei recorrer ao Sebrae nesse novo momento”, avalia.

Para a técnica do Sebrae em Irecê, Rosiane Cordeiro, a capacitação e o aprendizado ajudam o empresário a tomar decisões mais assertivas. “Com planejamento e dedicação, o empresário consegue definir com mais sabedoria as ações da empresa. Cursos, capacitações, feiras e consultorias são muito importantes durante todas as fases da empresa. O Sebrae tem um leque de ferramentas fundamentais para quem quer abrir uma empresa, ou organizar a gestão do próprio negócio”, diz.

Agência Sebrae de Notícias Bahia

26 de julho de 2018

Pagamento do abono salarial PIS/Pasep referente a 2018-2019 começa nesta quinta


O período para sacar o abono salarial PIS-Pasep referente ao calendário 2018-2019 começa nesta quinta-feira (26). Inicialmente, o PIS é para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em julho, já o Pasep é para os servidores públicos que possuem final da inscrição 0. Os demais começarão a receber nos meses seguintes. Segundo informações do G1, a estimativa do governo federal é destinar R$ 18,1 bilhões a 23,5 milhões de trabalhadores.

Para ter direito ao benefício, a pessoa deve ter recebido até dois salários mínimos mensais, com carteira assinada, e ter exercido atividade remunerada por pelo menos 30 dias em 2017. Além disso, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O abono pode ser de R$ 80 a R$ 954, variando de acordo com o tempo em que a pessoa realizou o trabalho formal.

O calendário divulgado pelo governo mostra que os trabalhadores nascidos entre e julho e dezembro poderão receber o PIS ainda neste ano enquanto os nascidos entre janeiro e junho terão que esperar até o primeiro trimestre de 2019 para poder sacar. Em ambos os casos, o recurso ficará disponível até o dia 28 de junho de 2019.

Na hora de efetuar o saque, os interessados devem apresentar um documento de identificação e o número do PIS/Pasep. Trabalhadores da iniciativa privada serão atendidos em agências da Caixa Econômica Federal e os servidores públicos no Banco do Brasil.

De acordo com o G1, também nesta quinta (26), o governo volta a pagar o abono salarial PIS/Pasep do ano-base 2016. Esse prazo foi prorrogado até 30 de dezembro deste ano. Mas se o valor não for sacado até essa data, ele retorna para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para pagamento de seguro-desemprego e do abono salarial do próximo ano. Mais informações sobre os benefícios podem ser encontradas através dos telefones 0800 726 02 07 (PIS), 0800 729 00 01 (Pasep) ou do site www.caixa.gov.br/pis.

29 de agosto de 2017

Empreendedores de Irecê acompanham lançamento da Sexta da Oportunidade


Irecê - Com o objetivo de apresentar novas soluções para quem quer empreender e abrir um negócio, o Sebrae em Irecê, realizou nesta sexta-feira, 25, o lançamento da Sexta da Oportunidade. O evento aconteceu no auditório do Sebrae no município e reuniu cerca de 60 pessoas que buscam mais informações e orientações sobre empreendedorismo e novos negócios.

Durante o lançamento, o gerente regional do Sebrae em Irecê, Edirlan Souza, falou sobre tendências de negócios, enquanto as empreendedoras Andressa Coelho, da Up Presentes Criativos, e Cléia Franco, da Cléia Foto e Vídeo, relataram suas histórias de sucesso.

Andressa procurou o Sebrae desde o início para tomar decisões importantes, como formalização, capacitação e orientação para elaboração de um plano de negócios “O Sebrae foi fundamental nos primeiros momentos e hoje é um parceiro que posso contar a todo momento”, disse.

Já Cléia Franco, que foi contemplada pelo Prêmio Mulher de Negócios, com o segundo lugar na categoria Pequenos Negócios, também falou sobre sua história de sucesso e ressaltou a importância do Sebrae nessa trajetória. “Comecei só com vontade e muita determinação, e desde o início pude contar com o Sebrae. Apenas eu e meu marido tocávamos a empresa, e hoje conto com 17 colaboradores e um estúdio fotográfico de 700 m2” ressalta

Edirlan Souza comemorou o sucesso do lançamento da Sexta da Oportunidade e ressaltou a importância do programa para quem quer abrir um negócio. “A Sexta da Oportunidade é uma ferramenta importante para quem pensa em empreender. Toda semana traremos novos temas, revezando entre Irecê e Seabra, para contemplar todos os mercados”, explicou.

Nara Zaneli
Agência Sebrae de Notícias Bahia

14 de agosto de 2017

Agricultores da região de Irecê investem em tecnologia para aumentar a produção



O território de Irecê é uma das microrregiões do estado brasileiro da Bahia pertencente à mesorregião Centro-Norte Baiano. Sua população foi estimada em 2015 pelo IBGE em 400.063 habitantes, e está dividida em 20 municípios. A região possui uma área total de 17.379,725 km². A vegetação que predomina é a caatinga e a área faz parte do polígono das secas.

Os agricultores conseguem fazer da região, uma das mais produtivas do Nordeste. A região foi destaque neste domingo (13), no programa Bahia Rural.

Em Presidente Dutra, os pomares de pinha se destacam. A exportação da fruta para o País, sobretudo para os estados do Sudeste é o carro-chefe da economia. O município recebe o título de Capital da Pinha. Diversos empregos são gerados com a produção, no campo e nos depósitos, onde são selecionados e embalados os frutos. A lavoura é produzida através de irrigação com poços artesiano.


Jussara, outro município da região, a criação de caprinos e ovinos mantém a economia em alta. Existe também uma cooperativa dos empreendedores rurais, com produtos derivados de ovinocaprino (carne, leite, pele e artesanato). A cooperativa é formada por cerca de 200 produtores que estão ganhando dinheiro com a produção de leite de cabra, principalmente. O leite é vendido para municípios da região, como São Gabriel e Xique-Xique, por exemplo.



Já João Dourado é conhecido como a Capital da Cebola. São mais de 300 hectares plantados. Nesse período (entressafra), tem gente plantando no município para aproveitar o preço da cebola. A colheita é manual e gera milhares de empregos. A produtividade é uma das mais altas do País, em média 135 toneladas por hectare. A maioria das plantações está nos municípios de João Dourado, América Dourada e Cafarnaum. Só esses três municípios produzem por ano mais 35 mil toneladas de cebola, o que ajudou a Bahia a subir no ranking nacional – da 5ª para 2ª posição nos últimos 13 anos. A agricultura gera emprego no campo, lota os armazéns e movimenta os depósitos de beneficiamento, onde passa por um processo de limpeza e ensaque para ser escoada pela estrada que era do feijão, para todo Brasil.

Aproximadamente 35 quilômetros de Irecê, o município de Central guarda parte da história da humanidade, e é um acervo arqueológico com mais de 400 sítios já catalogados e milhares de pinturas rupestres que registram a passagem do homem pré-histórico por esta região. Este é um território antigo, um lugar do passado, mas aberto para um futuro de novas histórias. O município é considerado o Epicentro da Arqueologia.




Em Uibaí, o gado leiteiro vem ganhando espaço entre os pequenos pecuaristas. Com o leite são feitos queijos e doces que correm o mundo. A qualidade das vagas na produção de leite é um ponto importante, onde tem vaca que produz 45 litros de leite por dia. A plantação de palma garante o alimento para os animais no período de estiagem. O leite produzido nas fazendas é levado para o laticínio na localidade de Caldeirão, que é mantido pela associação de produtores rurais.


Já em Lapão, a mamona lidera a economia. Uma fábrica de óleo de mamona agrega valor ao produto final, fomenta agroindustrialização e cria novos empregos.


Irecê, principal cidade da região, existe a Praça do Feijão, e por onde passa ainda a famosa estrada também do feijão. Mas há muito anos, os caminhões que passam por ela não transportam mais o grão.

O cenário é diferente das décadas de 80 e 90, quando a região de Irecê se destacou como a 2ª maior produtora de feijão do País. Irecê ganhou o título de Capital Mundial do Feijão. O cultivo era de sequeiro e contava com chuva regular. Segundo o IBGE, nos ano 90, a região de Irecê chegou a produzir mais 5 milhões de toneladas de feijão por ano. Eram mais de 300 mil hectares plantados. Mas nos últimos anos, a área plantada caiu e não passa de 27 mil ha. Desde o ano passado não chove forte na região. De janeiro a julho foram apenas 200 milímetros. O índice pluviométrico é considerado muito baixo.

Mas apesar da seca, os agricultores continuam produzindo alimento. O território tem um solo fértil e faz parte da Bacia do São Francisco e conta ainda com a reserva de água do aquífero de Irecê, reserva subterrânea que armazenam água. Foi aproveitando essa reserva, que nas últimas décadas a irrigação ganhou força na região.



Estima-se que nesse território, existam mais 70 mil poços artesianos que fazem a captura de água do subsolo que abastece as plantações. São vários reservatórios construídos nas roças e fazendas. Apesar da ameaça do esvaziamento do lençol freático, essa é a alternativa dos agricultores para continuar produzindo. As plantações irrigadas formam verdadeiros oásis no meio da caatinga. É assim no município de América Dourada, onde o sistema irrigado mantém firme a produção de hortaliças e legumes. Sistema também usado em outra fazenda entre Uibaí e Ibititá. Aos pés da serra, a plantação verde impõe na paisagem – é a lavoura de alfafa (planta forraginosa; família das leguminosas). Hoje a alfafa ocupa mais de 20 hectares com o pivô central. Antes, nas terras eram cultivados o feijão. A lavoura da alfafa não exige replantio. Após o corte ela rebrota em menos de cinco semanas. Renda e tecnologia no meio do sertão reduzem em 95% os custos com mão de obra. Antigamente o serviço era feito manualmente. A produção é considerada altamente rentável. Usada como suplemento na alimentação humana, mas a maior parte da alfafa produzida na fazenda é comprada por criadores de todo o Brasil.

O território de Irecê é rico em solo fértil e de agricultores dispostos em mudar o rumo da história.


Texto transcrito pelo Central Notícia da matéria do Bahia Rural
Jornalista Luciano Castro
DRT: 5379/BA

30 de julho de 2017

Energia vai de vento em popa na Bahia


Com a licença do trocadilho, a energia eólica está indo de vento em popa na Bahia. A semana abriu e fechou com boas notícias. A primeira foi a entrada em operação do parque eólico Cristalândia da Enel Green Power. Com capacidade total instalada de 90 MW, o complexo está localizado nos municípios de Brumado, Rio de Contas e Dom Basílio. A segunda foi a liberação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a usina eólica Ventos da Bahia II entrar em operação de teste das unidades geradoras UG5 a UG9, totalizando 15 MW de capacidade instalada. A usina está localizada no município de Mulungu do Morro.

Atualmente, a Bahia conta com 74 projetos em operação, totalizando uma capacidade instalada de 1,84 GW, o que coloca o estado em segundo maior estado brasileiro em produção de energia eólica, atrás somente do Rio Grande do Norte, com 127 usinas e 3,44 GW de potência instalada. Há ainda outros 69 empreendimentos em construção e 97 projetos que iniciarão as obras nos próximos anos. Para 2020, a previsão é ainda mais otimista. A Bahia deverá chegar a capacidde total instalada de 5,5 GW, o que deve garantir a liderança no ranking da produção da fonte eólica.

Segundo Jaques Wagner, secretário de Desenvolvimento Econômico, é importante frisar que os conjuntos de parques estão sendo desenvolvidos em 23 municípios espalhados em todo o eixo central do estado, do sudoeste até o norte do Vale do São Francisco. "Só temos o que comemorar, são os bons ventos baianos levando desenvolvimento, emprego e renda, em especial, para a região semiárida do estado".

28.07.2017
Ascom/SDE

25 de julho de 2017

Estudo aponta que 45% dos donos de microempresas rurais na Bahia, usam smartphones para acessar a web


Em estudo divulgado nesta terça-feira (25), Dia do Produtor Rural, o Sebrae mostra que 45% dos donos de microempresas rurais da Bahia usam smartphones para acessar a web. 

Os principais fatores que levam os produtores rurais baianos a acessarem à internet no seu negócio rural são: uso de email (77,4%); pesquisa de preço/fornecedores (61,3%); serviços financeiros (45,2%); compra de insumos ou mercadorias (38,7%); e serviços do governo (35,5%). 

A pesquisa nacional foi feita com 4.467 produtores rurais de 27 estados para conhecer a relação entre os pequenos produtores rurais e as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). “O momento atual exige esse alinhamento com as novas tecnologias, o que favorece no acesso a informações para tomada de decisões, melhoria das boas práticas de gestão, acesso a novos nichos de mercado, entre outras vantagens competitivas”, detalha a coordenadora de Agronegócios da Unidade de Atendimento Coletivo do Sebrae Bahia, Adriana Moura. 

O Sebrae contribui para aproximar o produtor rural desses conteúdos, por meio de soluções a distância (cursos e consultorias).

Nara Zaneli
Agência Sebrae de Notícias Bahia

5 de julho de 2017

Petrobras reduz preço do gás de cozinha em 4,5% a partir de quarta


A Petrobras anunciou nesta terça (4) a redução do preço do gás de cozinha em 4,5%. Os novos preços entram em vigor nesta quarta (5), conforme previsto pela nova política da companhia para o combustível.

O corte anunciado nesta terça será aplicado no gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido em botijões de 13 quilos, mais consumido em residências, que passou a ser ajustado uma vez por mês, segundo política anunciada pela companhia no início de junho.

A empresa estima que, se o repasse for integral, o preço do botijão cairá 1,5%, ou R$ 0,88. No mês passado, a empresa havia aumentado o preço do produto em 6,7%.

Na segunda-feira (3), a companhia anunciou um corte de 5% no preço do GLP vendido em vasilhames maiores, mais usados por consumidores industriais e comerciais.

Os dois produtos têm preços diferentes desde 2003, quando o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) definiu que o gás vendido a residências deveria ser mais barato do que o combustível vendido a indústria e comércio. 


Fonte: Folha de S.Paulo

1 de junho de 2017

Governo lança campanha Prefeitura Parceira da Agricultura Familiar

Foto: Divulgação Internet
Para estimular a execução de políticas públicas para o fortalecimento da agricultura familiar nos municípios baianos, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), lançou, nesta quarta-feira (31), a campanha Prefeitura Parceira da Agricultura Familiar, durante evento realizado no auditório da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), em Salvador. 

O governador Rui Costa afirmou que a ideia foi estabelecer um prêmio de reconhecimento para as 100 prefeituras que mais tiverem ações voltadas para a agricultura familiar. “Estamos fazendo isso porque tenho a convicção que a economia, o emprego e a renda da Bahia vão melhorar se a gente fizer o nosso agricultor produzir mais e melhorar a renda dele. Precisamos fazer com que os agricultores familiares alavanquem suas produções e ativem a economia do município”. 

Segundo o titular da SDR, Jerônimo Rodrigues, os gestores públicos municipais serão premiados ao alcançarem as metas estabelecidas pela SDR, e por suas unidades, e receberão um certificado de reconhecimento de Prefeitura Parceira da Agricultura Familiar. Além disso, “os municípios que atingirem as pontuações estabelecidas serão contemplados com veículos, equipamentos para estruturar os Serviços Municipais de Apoio à Agricultura Familiar (SEMAF), maquinário como retroescavadeira, trator, patrol e pá carregadeira, entre outras bonificações que serão materializadas, por meio da ampliação do acesso às políticas públicas ofertadas pela SDR”, explicou Rodrigues. 

Para o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, a iniciativa do governo vai promover ainda mais o atendimento das politicas afirmativas, na área da agricultura familiar, principalmente, para os pequenos agricultores do interior dos municípios. “É um estímulo para que os prefeitos e secretários municipais façam com que as políticas estaduais cheguem ao produtor”. 

Regularização fundiária, mecanização rural, assistência técnica e extensão rural (ATER), inclusão produtiva, acesso a mercados e arranjos produtivos, garantia alimentar para o rebanho bovino, ovino e caprino, distribuição de mudas e essências florestais, acesso ao programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) estão entre as ações promovidas pela SDR.

Fotos: http://www.sdr.ba.gov.br

30 de maio de 2017

Governo do Estado anuncia reforço de R$70 milhões para a agricultura familiar baiana

 
O Governo do Estado anuncia, nesta quarta-feira (31), às 9h, novos investimentos para o fortalecimento da agricultura familiar baiana, por meio do programa Bahia Mais Forte, executado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).  Serão disponibilizados R$ 70 milhões em projetos que visam a inclusão socioprodutiva, geração de trabalho e renda, e o seguro Garantia-Safra, programa que garante renda mínima para famílias que perderem a lavoura por estiagem ou excesso de chuva.

Na ocasião, o governador Rui Costa irá assinar o Termo de Adesão ao Garantia-Safra, (safra 2017/2018) e o Decreto que assegura o pagamento, pelo Governo do Estado, de 50% da cota dos municípios e dos agricultores, referente ao Garantia-Safra. Uma ação inédita entre os estados do Nordeste, que vem sendo praticada pelo governo estadual desde 2009.

O evento, que será realizado no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, contará com a participação de prefeitos dos municípios baianos, que também assinarão o Termo de Adesão ao Garantia-Safra junto ao Governo do Estado, de agricultores familiares e representantes dos movimentos sociais.  

Para o Garantia-Safra, o Estado vai investir R$ 47 milhões, com recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), e o número de famílias de agricultores beneficiados pode chegar a 345 mil.

Na solenidade, o governador Rui Costa autoriza a SDR a licitar a aquisição de mais 10 milhões de mudas de palma forrageira com o objetivo de garantir a segurança alimentar do rebanho da agricultura familiar.  Ainda  anuncia o Mais ATER, uma nova modalidade de prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural (ATER), para execução em parceria com as prefeituras municipais por meio de convênio  com a Bahiater - Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural, vinculada à SDR.

Também será lançada a Ciranda com a Ronda Rural Maria da Penha, que propõe uma ação preventiva e integrada de enfrentamento da violência cometida contra agricultoras familiares, assentadas da reforma agrária, quilombolas e marisqueiras, dos 27 Territórios de Identidade, em parceria com as secretarias de Segurança Pública (SSP), de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Políticas para Mulheres (SPM), da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS).

Para ampliar a regularização fundiária urbana e suburbana nos municípios, serão assinados protocolos de intenções com prefeituras municipais, por meio do projeto Terra Legal, executado pela Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA/SDR), em parceria com a Federação de Consórcios da Bahia (FECBAHIA) e a União dos Municípios da Bahia (UPB).


A força da Agricultura Familiar baiana
De acordo com o Censo Agropecuário (IBGE – 2006), a Bahia é o estado que possui o maior número de estabelecimentos da agricultura familiar, com cerca de 700mil estabelecimento. O setor é responsável pela produção de 77% dos alimentos que chegam à mesa dos baianos, e responde por 44% de tudo que se produz na agropecuária do Estado, com o Valor Bruto da Produção (VBP) anual de R$ 3,74 bilhões. A Agricultura Familiar é destaque na produção de mandioca, feijão, mel, leite, pesca e aquicultura artesanal, fruticultura, oleaginosas e caprinovinocultura, entre outros produtos.

24 de maio de 2017

Investimentos na caprinovinocultura começam a transformar a vida de famílias no Sisal

 
Famílias de comunidades rurais do município de Retirolândia, Território Sisal, já começam a vislumbrar melhores tempos, com condições mais adequadas de trabalho e garantia de renda. Essa expectativa é possível graças ao convênio no valor de R$ 424 mil, de apoio à caprinovinocultura, assinado pela Cooperativa Mista de Produção de Gameleira (Coopergama) e o Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). 

Os recursos serão aplicados na aquisição de um abrigo rústico para o rebanho, dois animais caprinos reprodutores, uma máquina enfardadeira manual para feno (preparação de alimentação animal), máquinas forrageiras e implantação de uma unidade coletiva de propagação da palma. O convênio prevê ainda a contratação de consultoria para a elaboração do plano de negócios e de um agente comunitário rural (ACR), para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural (ATER).

De acordo com a agricultora e integrante da comissão de acompanhamento da execução do projeto pela Coopergama, Agda de Andrade Oliveira, a expectativa das 20 famílias atendidas diretamente pelo Bahia Produtiva, por meio da Cooperativa é de melhoria na qualidade de vida. “São cinco anos de projeto e estamos esperançosos”. A agricultora reforçou que deixar de vender aos atravessadores é um anseio da comunidade, possível agora com a execução do projeto. “É muito melhor quando nós temos para quem entregar”, destacou.

Agda Oliveira conta que muitos agricultores não possuem máquina forrageira, “por isso a palma precisa ser cortada no facão e para quem tem mais animais a palma cortada não é suficiente. Com a máquina forrageira vai melhorar muito as condições de trabalho, a qualidade de vida e a geração de renda na comunidade, não só para as famílias diretamente atendidas pelo projeto”, ressaltou.

Célia Dourado Passos, coordenadora do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF) Sisal, afirma que “o projeto irá proporcionar um impacto positivo na produção de caprinos e ovinos na comunidade, com o melhoramento da alimentação, com o plantio de palma e a utilização da máquina de feno, que possibilitará a reserva de alimentos para o rebanho em grandes períodos estiagens, o que é comum na região, além do melhoramento genético da criação. Com isso, o aumento na renda das famílias será grande”. 

O Bahia Produtiva destinou investimentos na ordem de R$ 20 milhões para apoio à cadeia produtiva da caprinovinocultura. Os recursos são destinados à dinamização das cadeias produtivas da caprinocultura de corte e leite e da ovinocultura de corte, por meio da inclusão no mercado, agregação de valor e expansão da escala de produção.

Bahia Produtiva – É um projeto do Governo da Bahia realizado a partir de um acordo de empréstimo firmado com o Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento (BISR/Banco Mundial), com o objetivo de promover, nos 27 Territórios de Identidade do estado, a inclusão socioprodutiva de agricultores e agricultoras familiares da Bahia, possibilitando melhores condições de trabalho e geração de renda. 

O projeto inclui ações que fortalecem a base produtiva e viabiliza o acesso aos mercados, para que os produtos da agricultura familiar consigam chegar às prateleiras de grandes supermercados e sejam distribuídos para diferentes estados brasileiros, e até mesmo para outros países, construindo uma cadeia produtiva mais segura, melhorando a qualidade de vida das famílias atendidas.

5 de maio de 2017

Mais de 50% dos municípios baianos aderem parceria que fortalece agricultura familiar


Mais da metade dos municípios da Bahia já aderiram à parceria entre o Estado e as prefeituras, por meio do Serviço Municipal de Apoio à Agricultura Familiar (SEMAF). A primeira lista, com a adesão de 233 municípios, foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado, desta quarta-feira (04).  

O SEMAF é um serviço que conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com as secretarias municipais de agricultura, para atendimento direto aos agricultores familiares.

O objetivo é a implantação, execução e gestão de políticas públicas, programas, projetos e ações, com foco na promoção do desenvolvimento rural sustentável e solidário. O SEMAF atuará de forma integrada ao Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), unidade da SDR, nos Territórios de Identidade do estado.

Entre as ações executadas pela SDR, que serão ofertadas no SEMAF, estão assistência técnica e extensão rural (ATER), regularização fundiária e estruturação produtiva de assentamentos rurais, disponibilização de insumos produtivos (Garantia Safra, água para produção, distribuição de mudas e sementes), implantação de infraestrutura rural  (habitação e equipamento público), além do apoio para acesso ao mercado tradicional e institucional, e implantação de agroindústrias familiares e apoio à comercialização. 

Para o titular da SDR, Jerônimo Rodrigues, é uma alegria ver que mais da metade dos municípios baianos  já acenaram para uma parceria através dessa adesão. “O SEMAF é uma ação concreta do município, traduzida em serviços múltiplos. A publicação no Diário Oficial revela o compromisso que os atuais prefeitos têm para realizar e fortalecer um serviço municipal voltado à agricultura familiar”. 

Rodrigues destacou que o SEMAF é um serviço das prefeituras e que o papel do Estado é apoiar, consolidar e fortalecer essa ação. “As equipes das secretarias municipais de Agricultura terão um papel fundamental, e contarão com o apoio, capacitação e o companheirismo dos nossos técnicos de cada SETAF. Temos agora duas missões, a de cuidar e realizar ações concretas com aqueles que já aderiram aos SEMAF e buscar a adesão dos que ainda não assinaram o termo”. 

Para o prefeito de Senhor do Bonfim e presidente do Consórcio do Piemonte Norte Itapicuru, Carlos Brasileiro, a iniciativa vai ajudar com que as políticas públicas cheguem com mais velocidade a quem precisa. “As ações na ponta serão mais efetivas e os resultados serão muito mais promissores. Com a adesão ao SEMAF, a agricultura familiar e a economia dos municípios saem fortalecidas”, afirma.

Segundo o prefeito de Igrapiúna, Leandro Ramos, essa é uma política inovadora. “Percebemos que a adesão ao SEMAF é fundamental para termos apoio financeiro e técnico”. 

Novas adesões

As prefeituras que ainda não aderiram ao SEMAF devem procurar o SETAF do seu território. A ação é resultado da série de diálogos, realizada pela SDR, em fevereiro e março, em que representantes da secretaria se reuniram com gestores municipais para apresentar e pactuar, com as prefeituras, ações para promover o desenvolvimento rural na Bahia, fortalecendo a estratégia da secretaria de interiorização dos serviços. A ação conta com a parceria dos colegiados territoriais, consórcios públicos, da Federação dos Consórcios Públicos da Bahia (FecBahia) e câmaras de vereadores. 

Fundo municipal

As prefeituras que já aderiram ao SEMAF devem estabelecer o Fundo Municipal de Apoio a Agricultura Familiar (FUMAF), que gerenciará os recursos para o desenvolvimento rural. 

Os recursos do FUMAF podem ser concebidos e operacionalizados pela União, Estado da Bahia, consórcios públicos a que o município integra, por instituições da sociedade civil ou pelo próprio município. 

Fonte: Assessoria SDR

19 de abril de 2017

Conta de luz fica mais cara na Bahia a partir de sábado

 
As tarifas de energia elétrica vão ficar mais caras na Bahia a partir do próximo sábado(22), segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica(Aneel), que também aprovou aumentos para os estados do Rio Grande do Norte, Sergipe e Ceará. O reajuste da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia(Coelba) será de 2,82% para os consumidores residenciais e de 3,5% para as indústrias. A Coelba atende a 5,8 milhões de unidades consumidoras em 417 municípios da Bahia.

Para os consumidores atendidos pela Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), a conta de luz vai aumentar 3,11% no caso dos consumidores residenciais, e 4,07% para as indústrias. A distribuidora atende a 1,3 milhões de unidades consumidoras localizadas no estado do Rio Grande do Norte.

Também haverá aumento para os clientes da Energisa Sergipe Distribuidora de Energia (ESE). A alta será de 8,16% para os consumidores residenciais e de 11,36% para os consumidores industriais. A empresa atende a 748 mil unidades consumidoras localizadas em 63 municípios sergipanos.

A Aneel também definiu hoje que haverá redução de 0,33% nas tarifas para os consumidores residenciais atendidos pela Companhia Energética do Ceará (Coelce). Já para as indústrias atendidas pela distribuidora haverá aumento de 1,44%. A empresa atende a 3,4 milhões de unidades consumidoras localizadas em 184 municípios do Ceará.

Ao calcular o reajuste a Aneel diz que considera a variação de custos associados à prestação do serviço, conforme estabelecido no contrato de concessão. O cálculo, segundo os técnicos, leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais.

Fonte: Agora na Bahia

31 de março de 2017

Governo autoriza reajuste de até 4,76% no preço dos remédios

Os índices do reajuste anual de preços de medicamentos para 2017 variam de 1,36% a 4,76%.

 
Os preços dos remédios poderão subir até 4,76% a partir desta sexta-feira (31). Resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão do governo formado por representantes de vários ministérios, fixou em 4,76% o reajuste máximo permitido aos fabricantes na definição dos preços dos medicamentos. A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União".

A regulação é válida para um universo de mais de 19 mil medicamentos disponíveis no mercado varejista brasileiro.

Em 2016, o reajuste máximo autorizado foi de 12,5%. Em 2015, foi de 7,7%. Em 2014, o reajuste foi de 5,68%.

De acordo com a portaria, o reajuste leva em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 10 de março de 2017, acumulando uma taxa de 4,76%, no período compreendido entre março de 2016 e fevereiro de 2017.
Foram autorizados 3 níveis diferentes de alta, conforme o perfil de concorrência dos produtos, seguindo a lógica de que, nas categorias com um maior número de genéricos, a concorrência é maior e, portanto, o aumento também pode ser maior.

Nível 1: Classes terapêuticas sem evidências de concentração - 4,76%
Nível 2: Classes terapêuticas moderadamente concentradas - 3,06%
Nível 3: Classes terapêuticas fortemente concentradas - 1,36%

Sindicato contesta

Em nota, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) informa que o reajuste médio ponderado é de 2,63% e que esses índices autorizados "não repõem a inflação passada (IPCA), no acumulado de 12 meses (março de 2016 a fevereiro de 2017) e muito menos os aumentos incorporados à estrutura de custos do setor".
"Entre 2008 a 2016, para um reajuste de preços dos medicamentos acumulado de 58,83%, a inflação geral acumulada atingiu 77,20% (INPC-IBGE) e os aumentos de salário concedidos pelo setor somaram 93,41%. Se todas as apresentações de medicamentos forem reajustadas pelos índices máximos autorizados, o aumento médio de preços dos medicamentos deverá ficar abaixo da inflação geral", informou.

Ainda de acordo com o sindicato, o reajuste atualiza a tabela de Preços Máximos ao Consumidor (PMC) e não gera aumentos automáticos nem imediatos nas farmácias e drogarias, principalmente em relação aos medicamentos que apresentam grande concorrência.

Em regra, há um período de ajuste, que dura de dois a três meses. As primeiras variações de preço acontecem frequentemente em junho ou julho, quando começam as reposições de estoque, já que o varejo costuma antecipar compras antes da entrada em vigor do reajuste, segundo o Sindusfarma.

Dicas para o consumidor

Veja as dicas da Proteste Associação de Consumidores para os consumidores:
- Pesquise em diferentes redes, e não deixe de pechinchar. Há diferenças mesmo dentro da mesma rede, de uma loja para outra.

- Consulte seu médico sobre a possibilidade de usar a versão genérica do medicamento. O genérico, em regra, é mais barato. E lembre que também há diferenças nos preços cobrados por diferentes laboratórios.

- Peça para seu médico receitar o medicamento pelo nome do princípio ativo e não pelo nome de marca. Assim, será mais fácil verificar a existência de genéricos e optar pelo mais barato.
- Consulte o médico sobre a possibilidade de utilizar medicamentos que constam da lista do Programa Farmácia Popular, que oferece remédios gratuitos e com preços até 90% mais baratos. Há uma série de farmácias e drogarias que participam do programa.

- Para quem tem doença crônica, também outra forma de economia é a adesão a programas de fidelização de laboratórios. A adesão é feita pelo site das empresas ou por um telefone 0800, identificado nos rótulos dos produtos. Dependendo do medicamento, os descontos chegam até 70%.

G1

30 de março de 2017

Bahia: Desconto na conta de luz por cobrança indevida será dado em abril

A conta de luz será reduzida, em média, 15,46% na Bahia no mês de abril para consumidores residenciais
Na última terça-feira (28) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou a redução da tarifa de energia para compensar os consumidores pela cobrança indevida de um encargo voltado a remunerar a usina de Angra 3, no Rio de Janeiro. A conta de luz será reduzida, em média, 15,46% na Bahia no mês de abril para consumidores residenciais, de acordo com comunicado da Companhia de Energia Elétrica da Bahia (Coelba).

A redução tarifária, sem considerar os tributos, será de R$ 6,65 a cada 100 kWh consumidos. Conforme a Coelba, a percepção da redução tarifária nas faturas dos consumidores se dará de acordo com os ciclos de leitura e faturamento de cada um, sendo que, em geral, será completada em dois meses.

Por exemplo, se um cliente que teve o consumo medido entre os dias 21 de março e 20 de abril, terá 10 dias com a tarifa vigente em março e 20 dias com a nova tarifa reduzida. Na conta do mês seguinte, o consumidor perceberá uma redução proporcional no valor referente aos demais 10 dias de abril com tarifa ajustada. 

G1BA

19 de março de 2017

Petrobras anuncia aumento de 10% no preço dos botijões de gás de cozinha

 
A Petrobras vai aumentar o preço dos botijões de gás de até 13 kg usados em residências em quase 10% a partir da próxima terça-feira (21).

Em anúncio feito nesta sexta (17), a petroleira justificou que o último aumento no valor ocorreu em setembro de 2015.

A correção atual não se aplica ao GLP destinado a uso industrial. A Petrobras informou também que o aumento pode se refletir no preço final ao consumidor, mas esta decisão cabe apenas aos distribuidores e revendedores.

A empresa estima que, caso o reajuste seja repassado integralmente aos preços de venda ao consumidor, o valor pode subir 3,1% ou cerca de R$ 1,76 por botijão.

Fonte: Bahia Notícias

13 de março de 2017

Declaração do Imposto de Renda 2017 segue até 28 abril

 
Não é por acaso que a imagem de um leão é associada ao Imposto de Renda. A “mordida do felino”, também conhecida pela expressão “cair na malha fina”, é temida pela grande maioria dos brasileiros que até 28 de abril terão que entregar à Receita Federal a declaração do Imposto de Renda 2017, referente aos ganhos de 2016.             

O IR deve ser pago todos os anos ao Governo Federal de acordo com o nível de renda individual de trabalhadores, pensionistas e beneficiados por fundos, benefícios ou qualquer outra forma de remuneração.

“Para calcular quanto o trabalhador deve pagar de imposto, a Receita soma os rendimentos que ele teve e desconta uma parte de seus gastos, as chamadas ‘deduções’. O valor final é apresentado em uma tabela, que determina a porcentagem de imposto sobre a renda que ele deve pagar”, esclarece a contadora Sonildes Alves, diretora da W/asa Assessoria Contábil e Escritório Virtual, de Salvador.

Deve declarar o imposto quem recebeu um rendimento tributável anual maior do que R$ 28 mil, ou seja, pessoas que recebiam uma média de salário maior do que R$ 2 mil reais. Também devem declarar os que tiveram rendimentos não tributáveis acima de R$ 40 mil. Esses rendimentos são aqueles em que o lucro é líquido, ou seja, o contribuinte não precisa pagar nenhum imposto ao governo sobre esse dinheiro ganho. O microempreendedor individual (MEI) também deve declarar Imposto de Renda, caso se encaixe nas situações que obrigam o envio.

Antecipação – A diretora da W/ASA, Sonildes Alves, ressalta que quanto mais cedo declarar, com mais brevidade o contribuinte com direito a restituição será reembolsado. “Quando a declaração é feita no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, o contribuinte recebe mais cedo as restituições do Imposto de Renda”, afirma. Quem erra ou se esquece de informar algum dado na declaração pode fazer uma correção.  

Idosos, portadores de doenças graves e deficientes físicos ou mentais têm prioridade. Os valores normalmente começam a ser pagos em junho de cada ano pelo governo e seguem até dezembro, geralmente em sete lotes. “Caso a Receita veja que o contribuinte pagou menos imposto do que deveria, ele vai precisar pagar mais. O valor será informado no fim do preenchimento da declaração e o pagamento pode ser feito por DARF ou por débito automático”, informa a contadora.

            Por que contratar um contador? Apesar dos avanços da Receita Federal no sentido de facilitar o processo para que o próprio contribuinte preencha sua declaração anual, este preenchimento costuma gerar diversas dúvidas, tanto sobre o que deve ser declarado, quanto sobre a forma correta de fazê-lo. As dúvidas são mais frequentes em casos de alienação ou aquisição de bens durante o ano, resgate de aplicações no mercado financeiro ou em fundos de previdência e movimentações financeiras no exterior, entre outras situações. Neste momento, a experiência de um bom contador é de muito valor, pois facilita e dá segurança ao processo.

Além disso, em decorrência do preenchimento incompleto ou errado da declaração, principalmente em situações mais complexas, como aquelas que envolvem diferentes fontes de renda, muitos dependentes ou aplicações financeiras, o contribuinte pode acabar caindo na “malha fina” apenas por falta de conhecimento e não necessariamente pela intenção de burlar o fisco. Neste caso também a segurança de uma assessoria contábil pode fazer a diferença.

Pode não ser tão simples escolher o modelo ideal de declaração, se o simples ou o completo, ou qual a melhor alternativa entre apresentar a declaração dos cônjuges e dependentes em conjunto ou separado. O impacto dessas escolhas no valor a pagar ou a ser restituído pelo fisco é grande e por isso “é melhor não arriscar. Contar com o auxílio de um contador para o Imposto de Renda em virtude do conhecimento desse profissional acerca das particularidades de cada situação aumenta a segurança do contribuinte”, explica Sonildes Alves.

A especialista, que preenche dezenas de declarações anualmente há cerca de 25 anos alerta que a não declaração de valores é considerada crime, punível com multa e detenção de até dois anos em regime fechado. Além disso, ressalta, a veracidade dos dados informados não é de responsabilidade do Contador. “Nós orientamos pessoas a respeito da forma correta de preencher a declaração, mas a veracidade das informações que nos são confiadas é responsabilidade do contribuinte”, conclui.